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quinta-feira, 24 de abril de 2014

Curriculum vitae - atividade



Curriculum Vitae
     É um gênero da categoria empresarial que se diferencia dos outros pela área a qual está sendo direcionada. Esse gênero textual constitui em um tipo especifico de texto tendo sua modalidade narrativa, uma vez que esse gênero descreve uma pessoa profissionalmente.  
     Esse gênero tem como função informar as atividades que o profissional tem feito, o grau de instrução, as experiências os contatos, enfim informar o perfil do profissional para os recursos humanos pois é uma forma do leitor que irá fazer a seleção conhecer e lidar com o profissional que pretende ocupar o cargo. Esse documento profissional pode ser analisado em diversos setores da empresa e admitido na área especifica a qual estar sendo precisa.
     O gênero currículo tem uma estrutura  básica , isto é, seja qual for seu formato, todo currículo precisa ter os seguintes elementos estruturais:
1.Cabeçalho ou Topo
2.Objetivo
3.Formação Acadêmica
4.Experiência Profissional
5.Qualificações e atividades profissionais (Cursos)
6.Informações Adicionais

OBS: Use a fonte Arial 11. Se você não tem experiência profissional, escrever sobre os cursos que fez é uma forma de valorizar seu currículo.

Sugestões de sites que oferecem cursos on-line gratuitos e com certificados:
ü            www5.fgv.br/fgvonline/Cursos/Gratuitos
ü            www.ead.sebrae.com.br
ü           www.senai.br/ead
ü           cursosonline.uol.com.br/fit/         ( pago)

1) Cabeçalho ou Topo: devem aparecer suas informações pessoais: nome completo, estado civil, idade, endereço completo e, principalmente, seus dados de contato. Número da carteira de identidade, CPF, Documento Militar e outros documentos ficam de fora. Não é necessário informar filiação.
2) Objetivo: descreve a que vaga ou   oportunidade você tem interesse em concorrer.
3) Formação: descreva nesta sessão sua formação acadêmica. Inclua apenas dados relevantes mais atuais. Nenhum profissional de seleção deseja saber onde você cursou seu pré-primário.
4) Experiência Profissional: liste suas experiências profissionais mais importantes. A maneira mais utilizada é listá-las em ordem inversa, ou seja, as mais recentes primeiro. Informe o período em que esteve empregado, o nome da empresa, o cargo exercido, as principais atividades e possíveis resultados destacáveis obtidos.
5) Qualificações e Atividades Profissionais: informe cursos que tenha concluído (que sejam relevantes para a vaga almejada) e outras qualificações obtidas ao longo de sua carreira.
6) Informações Adicionais: utilize esta sessão opcionalmente para informar quaisquer outros dados que julgue significativos para a vaga.

ATIVIDADE

     Escolha um dos cargos apresentados no quadro HÁ VAGAS, no verso da página.  Tendo por modelo o currículo que também encontra-se no verso,  elabore um currículo fictício .



quinta-feira, 17 de abril de 2014

Gênero Entrevista e sua função comunicativa



Gênero Entrevista e sua função comunicativa



A entrevista é um tipo de texto que tem a utilidade de informar as pessoas sobre algum acontecimento social ou fazer com que o público conheça sobre as ideias e opiniões da pessoa que é entrevistada.

Desta maneira, tanto o entrevistado quanto o entrevistador devem se posicionar de maneira correta, procurando pronunciar as palavras de forma correta e mantendo uma boa aparência, para que possa causar uma boa impressão diante daqueles que irão assistir ou a uma entrevista ou lê-la. Mas não podemos nos esquecer de que tudo aquilo é planejado com antecedência, tem mais chances de obter um bom resultado. 

Dessa forma, é muito importante elaborar as perguntas de maneira clara e objetiva, procurando sempre facilitar o entendimento.

Tal gênero possui uma finalidade em si mesmo – a informação. Trata-se da interação entre os interlocutores, aqui representados na pessoa do entrevistador e do entrevistado, cujo objetivo desse é relatar suas experiências e conhecimentos acerca de um determinado assunto de acordo com os questionamentos previamente elaborados por aquele.

O aspecto que incide na diferença entre a modalidade oral/escrita é justamente as marcas da oralidade, visto que a linguagem corporal, como, por exemplo, gestos, interrupção e retomada de pensamentos, também compõem o perfil do entrevistado.

Estruturalmente, a entrevista compõe-se dos seguintes elementos:
  • Manchete ou título – Essa é uma parte que deverá despertar interesse no interlocutor envolvido, podendo ser uma frase criativa ou pergunta interessante. 
  • Apresentação – É o momento em que se apresentam os pontos de maior relevância da entrevista, como também se destaca o perfil do entrevistado, sua experiência profissional e seu domínio em relação ao assunto abordado. 
  • Perguntas e respostas – Basicamente, é a entrevista propriamente dita, na qual são retratadas as falas de cada um dos envolvidos. 
Exemplo de Entrevista

"Existem crimes piores", diz pai de jovem agressor
SERGIO TORRES
DA SUCURSAL DO RIO

O microempresário Ludovico Ramalho Bruno, 46, disse acreditar que o filho Rubens Arruda, 19, estava alcoolizado ou drogado quando participou do espancamento da empregada doméstica Sirlei Pinto. "Uma pessoa normal vai fazer uma agressão dessa?", perguntou ele após ter sido vítima de um tiroteio na delegacia. Dono de uma firma de passeios turísticos marítimos, Bruno afirmou que o filho não deveria ser preso, para não conviver com criminosos na cadeia. "Foi uma coisa feia que eles fizeram? Foi.
Não justifica o que fizeram. Mas prender, botar preso, juntar eles com outros bandidos... Essas pessoas que têm estudo, que têm caráter, junto com uns caras desses? Existem crimes piores." Se forem indiciados, os acusados vão responder por tentativa de latrocínio (pena de 7 a 15 anos de prisão em caso de condenação) e lesão corporal dolosa (de 1 a 8 anos de prisão).
Folha - O sr. acredita na acusação contra seu filho?
Ludovico Ramalho Bruno -
Eles não são bandidos. Tem que criar outras instâncias para puni-los. Queria dizer à sociedade que nós, pais, não temos culpa nisso. Eles cometeram erro? Cometeram. Mas não vai ser justo manter crianças que estão na faculdade, estão estudando, trabalham, presos. É desnecessário, vai marginalizar lá dentro. Foi uma coisa feia que eles fizeram? Foi. Não justifica o que fizeram. Mas prender, botar preso, juntar eles com outros bandidos... Essas pessoas que têm estudo, que têm caráter, junto com uns caras desses? Existem crimes piores.
Folha - O sr. já falou com ele?
Bruno -
Não. É um deslize na vida dele. E vai pagar caro. Está detido, chorando, desesperado. Daqui vai ser transferido. Peço ao juiz que dê a chance para cuidarmos dos nossos filhos. Peguei a senhora que foi agredida, abracei, chorei com ela e pedi perdão. Foi a primeira coisa que fiz quando vi a moça, foi o mínimo que pude fazer. Não é justo prender cinco jovens que estudam, que trabalham, que têm pai e mãe, e juntar com bandidos que a gente não sabe de onde vieram. Imagina o sofrimento desses garotos.
Folha - O sr. acha que eles tinham bebido ou usado droga?
Bruno -
Estamos com epidemia de droga. A droga tomou conta do Brasil. O inimigo do brasileiro é a droga. Tem que legalizar isso. Botar nas farmácias, nos hospitais. Com esse dinheiro que vai ser arrecadado, pagar clínicas, botar os viciados lá, controlar a droga.
Folha - Mas o sr. acha que eles poderiam estar embriagados ou drogados?
Bruno -
Mas é lógico. Uma pessoa normal vai fazer uma agressão dessa? Lógico que não. Lógico que estavam embriagados, lógico que podiam estar drogados. Eu nunca vi [o filho usar droga]. Mas como posso falar de um jovem de 19 anos que está na rua numa epidemia de droga, com essas festas rave, essas loucuras todas.
Folha - Como é o seu filho em casa?
Bruno -
Fica no computador, vai à praia, estuda, trabalha comigo. Uma pessoa normal, um garoto normal.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

BRANCA DE FOME E OS SETE ANÕES



                                                          BRANCA DE FOME E OS SETE ANÕES
                                                      
          Era uma vez uma linda princesinha chamada branca de fome. Ela vivia com o seu estômago real roncando. E não era porque não se alimentava direito. Os cozinheiros davam o maior duro no palácio. Mal terminavam de preparar o café da manhã, já começavam a fazer o almoço. Nem terminavam de lavar a louça, corriam para que o jantar estivesse pronto a tempo.
        Fora o apetite, branca era uma gracinha, igual a todas as princesas dos contos de fadas. Gostava dos animais, ajudava as velhinhas a atravessarem a rua e... Tinha uma madrasta que era uma bruxa! 
        A rainha era chata pra burro. Vivia reclamando que as joias da coroa não davam para pagar a conta do supermercado. E também que não aguentava mais as queixas dos cozinheiros, cansados de tanto trabalho. Para falar a verdade, tudo isso era papo furado. A rainha morria de inveja da princesa porque ela comia, comia e comia e estava sempre em forma.
         Um dia, depois de malhar horas na academia de ginástica, a rainha resolveu fazer uma refeição light. Vasculhou toda a cozinha atrás de biscoitos de glúten, pão diet, geleia sem açúcar e... nada! Um dos cozinheiros resolveu abrir o jogo antes que a bronca sobrasse para ele:
         - Acabou tudo, majestade! Branca de Fome quis um lanchinho extra e a despensa ficou a zero.
          Se tinha uma coisa que deixava a rainha maluca era quebrar a dieta. A malvada ficou tão brava que decidiu se livrar da princesa. 
        A rainha mandou um de seus guardas levarem branca de fome para um piquenique na floresta e deixá-la por lá. Acontece que, na hora h, o guarda ficou morrendo de dó da princesinha e contou todo o plano sujo da rainha.
         - Pois, agora, quem não quer mais voltar para aquele castelo sou eu! – Disse Branca de Fome.
         - Tirei 10 no curso de sobrevivência na selva para princesas. Posso me virar muito bem por aqui!
         Sozinha na floresta, branca acabou com os lanches do piquenique e passou o resto do dia procurando frutas silvestres para a sobremesa. Procura daqui, procura dali, acabou achando uma cabana.
        - Puxa, que sorte! – pensou.
       -Deve ser a casa de alguma vovozinha solitária. E essas vovozinhas cozinham tão bem!
         Ela bateu na porta. Como ninguém atendeu, foi entrando. A princesa não era de fazer cerimônia e, já que estava lá dentro, aproveitou para fazer mais um lanche. Enquanto esperava alguém chegar, decidiu tirar um cochilo. Nisso, apareceram sete anões, que eram os donos do lugar. Eles levaram o maior susto quando descobriram que alguém tinha chupado todo o sorvete do freezer. E levaram um susto maior ainda quando ouviram um ronc ! vindo do quarto, ou melhor, do estômago da princesinha.
         Branca contou a sua triste história para os pequeninos, que toparam deixar que ela morasse na cabana.Todos os dias, os anõezinhos saíam para trabalhar e a princesa ficava arrumando a casa:
           - Gente! Como dá trabalho cuidar desses baixinhos! – pensava a princesa durante a faxina.
           - Imagine só se fossem sete jogadores de basquete!
            Enquanto isso, lá no castelo, a rainha estava feliz da vida porque tinha perdido meio quilo e achava que ia ser moleza ganhar o concurso de misss do reino. Toda metida foi para frente do seu espelho mágico e perguntou:
           -Espelho, espelho meu, quem é mais magrinha do que eu?
            - Branca de Fome! – Respondeu o espelho.-
          Mas ela não vive mais aqui, seu bobão! – Disse a rainha. – Eu tô perguntando se alguma garota do reino pode me vencer no concurso.
              -Acontece gorducha, que Branca de Fome mora na floresta e, se ela entrar no concurso, você não tem chance.
             Na hora, a megera bolou outro plano. Preparou uma porção gigante de maçãs do amor bem açucaradas. Depois, se disfarçou de velhinha e levou os doces para a princesa.
             - Quero só ver ela continuar magrela depois de todas essas calorias – Pensava a bruxa.
             Branca não desconfiou de nada e foi devorando todas as maçãs. Na última mordida... Tóim! Caiu dura de tanto comer.
           Os anões encontraram a princesa estatelada no chão. O príncipe Quinzinho, que costumava caçar por ali, chegou bem nessa hora. Vendo aquela menininha tão lindinha, não aguentou. Pediu para os anões olharem para outro lado e deu o maior beijão na branca de fome. Ela abriu os olhos e se apaixonou pelo príncipe no ato. E ficou mais apaixonada ainda quando soube que ele era dono de uma rede de padarias. Os dois se casaram e viveram felizes para sempre. E os anõezinhos ficaram super-contentes, porque não precisaram mais dividir seus biscoitos recheados com ninguém.
           Só mesmo a rainha malvada não se deu bem nesta história. Ela ganhou o concurso de miss e se tornou uma top model  famosíssima. Mas nunca mais pôde comer chocolates, balas e sorvetes para não perder o emprego!

Maurício de Souza. Manual de receitas da Magali. São Paulo, Globo, 1996.