Mostrando postagens com marcador Dissertação Argumentativa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dissertação Argumentativa. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 24 de março de 2015
domingo, 4 de maio de 2014
como produzir um texto dissertativo
Escola
Dr. Jaime Monteiro Ensino Médio Professora Márcia Oliveira
TEXTO
DISSERTATIVO
Como fazer a introdução de uma
redação
1. Fazer uma apresentação direta do seu ponto de vista em relação ao tema proposto, o que vai se tornar o seu argumento básico.
Ex: “ A convivência com um dependente de álcool ou drogas, além de todos os seus reveses, também pode se tornar um vício poderoso, uma doença. Mães, mulheres e irmãos de dependentes costumam assumir para si a tarefa de conservar a ovelha negra da família. Quando dão por si, passaram a viver em função do problema alheio. Ora se comportam como salvadores, ora assumem o papel de vítima, ora cooperam e alimentam ainda mais o vício.”
2. Apresentar o tema, através de uma indagação a respeito do que ele traz.
Ex: “Será que existem fatos que confirmam a inferioridade de certas raças estacionadas durante o processo evolutivo, a meio caminho entre o animal e o homem? Por que admitiríamos, no plano individual, a existência de gênios e retardados e tememos fazê-lo no plano racial?”
3. Definir o tema a ser questionado.
Ex: “A gíria é um patrimônio comum, é um instrumento de comunicação que parece imprescindível. Sobretudo, para a juventude. Até mesmo as gerações que a condenavam acabaram por assimilar algumas expressões de maior ocorrência”.
4. Citar dados da História.
Ex: “Desde que aprendeu a manejar o fogo e a roda, o homem passou a gerar uma força produtiva, a qual desencadeou as invenções, as conquistas e o progresso. Mas essa produtividade prejudicou o relacionamento entre os povos, assim como entre patrão e empregado, no domínio pela tecnologia e na exploração da mão-de-obra.”
5. Expor o ponto de vista oposto, com a finalidade de combatê-lo durante o desenvolvimento.
Ex: “Na medida em que a caça é proibida no Brasil, não se pode admitir a existência de uma Associação Brasileira de Caça nem de lojas de caça e pesca. Um novo capítulo da Constituição Brasileira proíbe essas atividades. Caça não é esporte, porque esporte pressupõe igualdade de condições entre os contendores, um conhecimento prévio de ambas as partes das regras do jogo, e a existência de um juiz que faça cumprir essas regras”.
6. Utilizar dados estatísticos.
Ex: “A cada ano que passa, mil crianças morrem por dia debaixo do céu brasileiro. Morrem de doenças para as quais a medicina criou uma infinidade de nomes, todos sinônimos de um só mal: fome, subnutrição”.
7. Uma pequena narrativa.
Ex: Dentro de uma ambulância, um paciente está em estado grave. Perto dele, um médico jovem, com pouca experiência nesse tipo de atendimento, tenta dar os primeiros socorros. Mas a situação se complica. Neste momento, muito longe daquele local, entra na operação de socorro um outro médico, profissional bem mais experiente, capaz de comandar com tranquilidade uma situação como essa. Ele está no hospital para onde o paciente está sendo levado. Esse médico também vê, por uma tela de televisão, o próprio paciente. É como se ele estivesse lá. Situações como essa, que a princípio parecem ser privilégio do futuro, poderão ocorrer mais breve do que se imagina.”.
Como fazer o desenvolvimento da redação
1. Desenvolvimento enumerativo: o autor enumera as possibilidades de resolução da questão apresentada na ideia-chave.
Ex: “Há três métodos pelos quais pode um homem chegar a ser primeiro-ministro. O primeiro é saber, com prudência, como servir-se de uma pessoa, de uma filha ou de uma irmã; o segundo, como trair ou solapar os predecessores; e o terceiro, como clamar, com zelo furioso, contra a corrupção na corte. Mas um príncipe discreto prefere nomear os que se valem do último desses métodos, pois os tais fanáticos sempre se revelam os mais obsequiosos e subservientes à vontade e às paixões do amo.”
2. Desenvolvimento por exemplificação: o autor apresenta exemplos que auxiliam o leitor a se posicionar diante
do texto.
Ex: “Em certas sociedades, o sistema de alianças, que fundamenta as relações de parentesco sobre as quais a comunidade está organizada, exige que a criança seja levada, ao nascer, à irmã do pai, que deverá responsabilizar-se pela vida e educação da criança. Em outras, o sistema de parentesco exige que a criança seja entrega à irmã da mãe. Nos dois casos, a relação da criança é estabelecida com a tia por aliança e não com a mãe biológica. Se assim é, como fica a afirmação de qe as mulheres amam naturalmente os seus filhos e que é desnaturada a mulher que não demonstrar esse amor?:
3. Desenvolvimento por citação.
Ex: “Escrevendo sobre a teoria da linguagem, o linguista Hjelmslev afirma que “a linguagem é inseparável do homem, segue-o em todos os seus atos”, sendo o instrumento graças ao qual o homem modela seu pensamento, seus sentimentos, suas emoções, seus esforços, sua vontade e seus atos...”.
4 .Desenvolvimento por dados históricos.
Ex: “Em 16 de abril de 1945, dois milhões e meio de soldados soviéticos, apoiados por 42.000 canhões, 6.250 carros de assalto e 7.500 aviões, iniciaram o ataque à cidade, dominada por nazistas. No dia 30, a bandeira vermelha da vitória, cm a foice e o martelo, ondulou sobre o Reichstag. Metade dos edifícios estava destruída. Dos 4,3 milhões de habitantes, restavam 2,5 milhões, famintos e ameaçados por epidemias.” ( Após apresentar os dados, o autor argumenta, baseado neles, a fim de levar o leitor a se posicionar diante dos argumentos).
5. Existem outras maneiras de se desenvolver uma redação e todas são aceitáveis, desde que se considere que a dissertação é um texto sério, que não admite dados incorretos, estatísticas inventadas, tampouco superficialidade. Quem desenvolve um texto dissertativo precisa ter consciência de que é necessário conhecimento acerca do tema. Não adianta escrever mais para completar número de linhas, é preciso ser profundo, consistente ao apresentar suas ideias.
FORMAS PARA SE CONCLUIR A REDAÇÃO
Ao terminar sua redação, você tem que dar a ideia de que o assunto foi fechado, não pode deixar possibilidade do leitor ficar na dúvida, pensando que faltou alguma coisa. Para que isso nunca ocorra, procure, na hora de concluir seu texto, puxar o a ideia chave da introdução, retomar o assunto inicial e apresentar sua conclusão. Você pode concluir seu texto, utilizando algum dos recursos abaixo:
1. Através de resumo, isto é, retomando resumidamente aquilo que explorou durante o texto.
Ex: “O relacionamento familiar tem suas particularidades, mas a maioria dos pais revelam que, além das preocupações já mencionadas, sentem-se sufocados com as exigências materiais dos jovens, que comprometem o orçamento doméstico de tal forma, que eles não têm outra alternativa, a não ser adiar seus próprios sonhos”.
2. O autor sugere um caminho, apresenta uma proposta, isto é, aquilo que deve ser feito para solucionar o impasse apresentado no texto.
Ex: “Vamos começar uma nova vida, de início, virando nossos mapas para cima, para o Cruzeiro do Sul. Vamos criar nossos referenciais, nossos pontos de apoio, nossas formas de ver o mundo. Essa é a única forma de criar uma nação. Vamos, finalmente, descobrir o Brasil, mas desta vez com nossos próprios olhos”.
3. Através de um questionamento, o autor encerra seu raciocínio.
Ex: “Quem é que vai pôr freios nessa gente? Quem sabe uma mudança na legislação, que retire deles a proteção da idade, transformando-os em responsáveis por seus atos e, portanto, passíveis de cadeia, fizesse algum bem. Se os pais não cuidam deles, chamem a polícia!”
4. Através de uma constatação que ainda não apareceu anteriormente no texto.
Ex: “De todas as grandes regiões do mundo, a África abaixo do Saara é a que determina o século nas mais dolorosas condições, a não ser nos filmes de leões para o circo da televisão, onde o negro só aparece para segurar a câmara do branco, como antes segurava os rifles no safári.”
PROPOSTA DE REDAÇÃO
Tempo para a atividade: 15 minutos para a montagem
e cinco minutos para a apresentação de cada grupo.
O Brasil é um país de contrastes. Se de um lado temos a indústria de ponta, o “shopping” requintado, o hospital equipado com a mais moderna tecnologia, de outro temos multidões de desempregados, favelas imundas, bolsões de extrema pobreza.
Depois de ler o texto acima, cada grupo deve criar uma redação de apenas 15 linhas, apresentando seu ponto de vista sobre o assunto. Deem um título ao texto. Cada grupo deve ler seu texto para a turma.
AS QUALIDADES DE UM TEXTO
CONCISÃO
Ser conciso é ir direto ao ponto, não ficar
utilizando palavras demais para exprimir uma ideia, não ficar enrolando,
“enchendo linguiça”. Um texto conciso é um texto direto, objetivo.
CORREÇÃO
A linguagem utilizada na redação deve estar de
acordo com a norma culta e, para isso, é indispensável ter um conhecimento
básico de ortografia. Tenha sempre uma gramática e consulte-a. No caso de estar
fazendo redação em concurso, se não tiver certeza da grafia correta de uma
palavra, substitua a palavra por outra sinônima. Tome cuidado também com a
formação do plural das palavras concordância (lembre-se que o verbo deve
concordar com o sujeito. Por isso, converse com seu texto, faça a ele perguntas
e perceba se as respostas estão corretas). Lembre-se de que nunca se deve começar
uma frase com pronome oblíquo. Ex:
Em vez de “Me faça um favor”, comece assim “Faça-me um favor”.
CLAREZA
Um bom texto deve ser claro, o leitor deve entender o que o autor quis
dizer. Por isso, expresse suas ideias de forma que possam ser rapidamente
compreendidas pelo leitor. Os inimigos da clareza são: desobediência às normas
cultas, períodos longos demais e vocabulário muito rebuscado (enfeitado com
palavras pouco utilizadas em nossa Língua). Um conselho: Evite escrever
períodos muito longos, pois eles podem acabar servindo como armadilha contra
você, levando-o a cometer erros de concordância e até de coerência.
ELEGÂNCIA
A elegância consiste numa leitura de texto
agradável. É conseguida quando existe correção, clareza e concisão, além do
conteúdo. Lembre-se de que a elegância deve começar pela própria apresentação
do texto. Deve estar limpo, sem borrões ou rasuras, com margens e parágrafos
bem delimitados e letra legível.
OS DEFEITOS DE UM TEXTO :
AMBIGUIDADE
OBSCURIDADE (É o mesmo que falta de clareza. Ocorre quando são construídos períodos muito longos, linguagem rebuscada e má pontuação.
PLEONASMO
CACOFONIA
ECO
PROLIXIDADE (Ser prolixo é ficar enrolando, não ir direto ao assunto)
CACOFONIA
ECO
PROLIXIDADE (Ser prolixo é ficar enrolando, não ir direto ao assunto)
OUTRAS DICAS
● Nunca repita partes do texto apresentado como tema dentro de sua redação. Demonstra falta de criatividade.
● O título de sua redação nunca deve ser a repetição do tema. Escolha um título que tenha a ver com o tema, mas não utilize o tema como título.
● Faça sempre um rascunho com as ideias que lhe surgem. Só depois, corte o que não servir, acrescente outras partes que julgar importante, faça uma revisão e passe a limpo.
● Apresente uma redação limpa, sem rasuras, com margens e parágrafos bem delimitados.
● Nunca fuja do tema ou da estrutura proposta.
● Se for apresentar dados históricos ou estatísticos, tenha a certeza de sua exatidão.
● Confira se acentuou as palavras e pontuou corretamente o texto.
BOA SORTE!!!!
terça-feira, 2 de abril de 2013
Importância dos conectivos na produção textual
A coesão de um texto depende muito da relação
entre as orações que foram os períodos e os parágrafos. Os períodos compostos
precisam ser relacionados por meio de conectivos adequados, se não quisermos
torná-los incompreensíveis.
Para cada tipo de relação que se pretende estabelecer entre duas orações,
existe uma conjunção que se adapta perfeitamente a ela. Por exemplo, a
conjunção MAS só deve ser usada para estabelecer uma relação de oposição entre
dois enunciados. Porém, se houver um relação de contradição ou ideia de
concessão, a conjunção deverá ser outra: EMBORA. Se não for assim, o enunciado
ficará sem nexo. Observe um
Caso de escolha
inadequada da conjunção:
"EMBORA O BRASIL SEJA UM PAÍS DE GRANDES RECURSOS NATURAIS, TENHO CERTEZA
DE QUE RESOLVEREMOS O PROBLEMA DA FOME"
Veja que não existe a relação de oposição ou
a idéia de concessão que justificaria a conjunção EMBORA. Como a relação é de
causa-efeito, deveria ter sido usada uma conjunção causal:
COMO O BRASIL É UM PAÍS DE GRANDES RECURSOS, TENHO CERTEZA DE QUE RESOLVEREMOS
O PROBLEMA DA FOME.
Para que problemas desse tipo não aconteçam
em suas redações, acostume-se a relê-las, observando se suas palavras, orações
e períodos estão adequadamente relacionados.
(Extraído do livro: Escrevendo Melhor, 8ª série, Dileta Delmanto, 1995, Editora
Ática.)
Texto: Um
argumento cínico
(1)Certamente nunca terá faltado aos sonegadores de todos os tempos e lugares o confortável pretexto de que o seu dinheiro não deve ir parar nas mãos de administradores incompetentes e desonestos. (2) Como pretexto, as invocação é insuperável e tem mesmo a cor e os traços do mais acendrado civismo. (3) Como argumento, no entanto, é cínica e improcedente. (4) Cínica porque a sonegação, que nesse caso se pratica não é compensada por qualquer sacrifício ou contribuição que atenda à necessidade de recursos imanente a todos os erários, sejam eles bem ou mal administrados. (5) Ora, sem recursos obtidos da comunidade não há policiamento, não há transportes, não há escolas ou hospitais. (6) E sem serviços públicos essenciais, não há Estado e não pode haver sociedade política. (7) Improcedente porque a sonegação, longe de fazer melhores os maus governos, estimula-os à prepotência e ao arbítrio, além de agravar a carga tributária dos que não querem e dos que, mesmo querendo, não têm como dela fugir - os que vivem de salário, por exemplo. (8) Antes, é preciso pagar, até mesmo para que não faltem legitimidade e força moral às denúncias de malversação. (9) É muito cômodo, mas não deixa de ser, no fundo, uma hipocrisia, reclamar contra o mau uso dos dinheiros públicos para cuja formação não tenhamos colaborado. (10) Ou não tenhamos colaborado na proporção da nossa renda.
VILLELA, João Baptista. Veja, 25 set. 1985.
Os períodos estão numerados.
Comentários:
1º período: o autor começa a desmontar o argumento dos sonegadores através da expressão “confortável pretexto”.
2º período: o autor admite como pretexto a justificativa dos sonegadores.
3º período: o conectivo “no entanto” introduz uma argumentação contrária, dizendo que a justificativa é cínica e improcedente.
4º período: através do conectivo “porque” ele diz a causa pela qual considera cínico o argumento dos sonegadores.
5º período: o conectivo “ora” dá início a uma argumentação contrária à idéia de que o Estado possa sobreviver sem arrecadar impostos e sem se prover de recursos.
6º período - o conectivo “e” introduz um segmento que adiciona um argumento ao que se afirmou no período anterior.
7º período - depois de demonstrar que o argumento dos sonegadores é cínico, o autor passa a demonstrar que é também improcedente, o que já foi afirmado no terceiro período. É usado o conectivo “porque” para isso. Mais adiante o conectivo “além de” introduz um argumento a mais a favor da improcedência da sonegação.
8º período - o autor usa dois conectivos: “antes” e “até mesmo” que reforçam sua argumentação.
9 º parágrafo - o conectivo “mas” estabelece a contradição das duas argumentações (dos sonegadores e do autor).
10º período - o conectivo “ou” inicia uma passagem que contém uma alternativa que caracteriza ainda a atitude hipócrita dos sonegadores.
(in Para Entender o Texto - Leitura e Redação - Platão & Fiorin, Editora Ática, 1995)
CRÉDITOS: http://ludovicoportugues.blogspot.com.br
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Texto argumentativo
Usar
água sim; desperdiçar nunca
O verão veio bravo. Ninguém aguenta o
calor. É tempo de piscina, praia, refrescos, sorvetes e muito desperdício de
água.
Esse mau hábito não é novo. Ao ler uma instrutiva
reportagem publicada pelo "Estado" (6/2/2006), fiquei estarrecido ao
saber que o consumo por pessoa em São Paulo é de 200 litros por dia, bem
superior aos 120 litros recomendados pela ONU.
Em 2005, o consumo de água na região da
Grande São Paulo aumentou 4% em relação a 2004. Só em dezembro, foram
consumidos 128 milhões de metros cúbicos de água - o maior consumo desde 1997.
É uma soma fantástica e sinalizadora de
muito desperdício. Os repórteres responsáveis pela reportagem mencionada
"flagraram" muitas pessoas lavando as calçadas com mangueira a jato
em lugar de vassoura. Trata-se de um luxo injustificável. No consumo doméstico,
cerca de 72% da água são gastos no banheiro e, neste, o chuveiro responde por
47%. Os banhos exageradamente demorados desperdiçam água e energia elétrica.
É verdade que o asseio é uma das virtudes
dos brasileiros e devemos conservá-la. Mas não há necessidade de ficar meia
hora debaixo do chuveiro para manter a boa higiene. Quando estudei nos Estados
Unidos, há mais de 50 anos, a dona da república onde morava, uma senhora
franzina e de cara muito fechada, me fez pagar uma sobretaxa de aluguel porque
sabia que, como brasileiro, eu estava acostumado a tomar banho todos os dias e
a "gastar" muita água. Na época, garoto novo, achei a mulherzinha um
monstro de avareza. Hoje, vejo que todas as nações do mundo precisam economizar
água.
O Brasil é um país abençoado por possuir
cerca de 20% da água do mundo. Isso é um privilégio quando se considera que só
3% da água do planeta é aproveitável e que mesmo esses 3% não são imediatamente
utilizáveis, porque uma grande parte está nas geleiras longínquas e em aquíferos
profundos. Na verdade, a quantidade de água que pode ser usada para alimentar
os seres vivos, gerar energia e viabilizar a agricultura é de aproximadamente
0,3%.
Desse ponto de vista, a água é um bem
escasso. Não é porque temos 20% da água do mundo que podemos perdê-la
irresponsavelmente. O uso da água precisa ser racionalizado, em especial nas
grandes aglomerações urbanas, onde os mananciais não dão conta de atender a
população.
O Brasil já possui uma lei das águas,
promulgada em 1997, cujo objetivo central é o de "assegurar à atual e às
futuras gerações a necessária disponibilidade de água". Recentemente, o
Conselho Nacional de Recursos Hídricos aprovou o Plano Nacional de Recursos
Hídricos, com vistas a induzir o uso racional da água
Tais instrumentos são importantes. Mas o
Brasil ganhará muito se as escolas e as famílias ensinarem as crianças a não
repetirem os desperdícios praticados pelos adultos. Comece hoje a ensinar seus
filhos e netos. E, sobretudo, dê o bom exemplo. Afinal, para mudar hábitos, os
exemplos e a educação são peças-chave.
Por Antônio Ermírio de Moraes
Após ler o texto com muita atenção, responda:
1. O autor começa o texto com as coisas boas
que as pessoas fazem no verão. Na sequência faz um comentário que quebra a
expectativa do leitor.
a)Qual é esse comentário?
b) qual é o efeito dessa quebra de
expectativa?
2.Qual é a tese defendida por Antonio Ermírio?
Copie o parágrafo em que essa ideia é expressa.
3.Para convencer o leitor, o autor contrariou
uma justificativa bastante usada pelos brasileiros para os banhos demorados.
a)
Identifique no texto que justificativa é essa.
b)
qual argumento o autor utilizou para
refutar tal justificativa
4.
Quais os argumentos utilizados pelo autor para combater a idéia que no Brasil
não é necessário economizar água?
5. Qual a sua opinião sobre o assunto? Escreva
no mínimo um parágrafo, argumentando sobre seu ponto de vista.
Assinar:
Postagens (Atom)