http://www.sol.eti.br/b/adverbios/arrastar-soltar-adverbios.php
http://www.sol.eti.br/b/adverbios/jogo-memoria-adverbios.php
http://www.sol.eti.br/b/adverbios/juntar-silabas-adverbios.php
Créditos para www.sol.eti.br
quarta-feira, 9 de março de 2016
domingo, 28 de fevereiro de 2016
Conto Felicidade Clandestina , com interpretação
EREM DR. JAIME MONTEIRO
Gameleira, ____ de
_______________ de 2016.
Alunos:__________________________________________
____________________________________________
Série: 9º ___
Professora: Márcia Oliveira
da Silva
Exercício de Língua
Portuguesa
A CONQUISTA DO AMOR
IMPOSSÍVEL
Quando falamos em amor, sempre pensamos no amor à pessoa
amada, ou no amor a pais, irmãos, familiares e amigos. Mas pode o ser humano
apaixonar-se com a mesma intensidade por um objeto ou por um hábito? E o que
fazer quando esse sentimento é confrontado com
sentimentos como a crueldade e a perversidade?
Felicidade Clandestina
Clarice Lispector
Ela era gorda,
baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um
busto enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse,
enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que
qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de
livraria. Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de
pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da
loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos,
com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima
palavras como "data natalícia" e "saudade".
Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.
Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato.
Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.
Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.
No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez. Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do "dia seguinte" com ela ia se repetir com meu coração batendo.
E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra. Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. As vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.
Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler!
E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: "E você fica com o livro por quanto tempo quiser." Entendem? Valia mais do que me dar o livro: "pelo tempo que eu quisesse" é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer.
Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.
Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar... Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.
Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.
Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.
Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.
Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato.
Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.
Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.
No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez. Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do "dia seguinte" com ela ia se repetir com meu coração batendo.
E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra. Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. As vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.
Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler!
E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: "E você fica com o livro por quanto tempo quiser." Entendem? Valia mais do que me dar o livro: "pelo tempo que eu quisesse" é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer.
Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.
Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar... Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.
Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.
Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.
Compreensão e Interpretação do texto
01. Os três primeiros
parágrafos formam a introdução do conto lido. Neles, são apresentadas as
características das personagens da história.
a) Quais são as personagens
principais da história? A narradora e a menina filha do
dono de livraria.
b) Como é feita a
caracterização das personagens: de modo superficial ou de modo aprofundado,
minucioso? De modo
minucioso
c) Que aspectos dessas
personagens são ressaltados? São ressaltados aspectos
físicos e psicológicos. Enquanto filha do dono de livraria era gorda, sardenta, cabelos excessivamente
crespos e arruivados e tinha bustos enormes, a narradora, como as outras
garotas, era bonitinha, esguia, altinha, de cabelos livres. A primeira não dava
valor aos livros; a segunda ansiava por eles.
02. Embora a filha do dono de
livraria não tivesse muitas qualidades, algo a fazia parecer superior aos olhos
da narradora. O que era? O fato do pai dela ser dono de
livraria, pois isso possibilitava a ela ter os livros que quisesse.
03. Observe estes trechos do
texto:
·
“Mas
que talento tinha para a crueldade.”
·
“Ela
toda era pura vingança.”
a) Por que, na opinião da
narradora, a outra menina tinha talento para a crueldade? Porque fazia questão de humilhar e só emprestava livros
depois que a pessoa implorasse bastante.
b) Qual é a explicação da
narradora para o ódio e o desejo de vingança da menina? De certa forma, a filha do dono de livraria achava-se inferior as outras meninas por elas serem
bonitas, terem cabelos lisos, serem magras, etc.
04. Releia este trecho:
“ Até que veio para ela o
magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente,
informou-me que possuía As reinações de
Narizinho, de Monteiro Lobato.”
a) O emprego da expressão como casualmente dá a entender que a
iniciativa da filha do dono de livraria foi uma ação casual ou planejada? Dá a entender que era tudo planejado, embora a menina
quisesse dar a impressão que tinha sido casual.
b) O que a menina
provavelmente imaginou a respeito da importância do livro para a narradora?
Justifique sua resposta. Que ela tinha muita
curiosidade pela obra de Monteiro Lobato, autor que fazia grande sucesso entre as
crianças no passado.
05. A posse do livro “As reinações de Narizinho” possibilitou
à menina exercer sobre a narradora uma “tortura chinesa”, num jogo infindável
de promessas e mentiras.
a) Que características da
menina e da narradora se observam nessa relação? A filha
do dono de livraria era uma pessoa sádica, má, perversa; a narradora era
persistente e resignada.
b) Que consequências físicas
resultam dessa tortura para a narradora? Olheiras,
cansaço
c) Explique: Por que a
narradora se submetia a esse jogo criado pela menina? Pela
esperança de obter o livro, porque a
leitura dela era, para ela , uma necessidade vital.
06. Um dia, a mãe descobre o
jogo que a menina vinha fazendo com a narradora.
a) O que parece ter chocado
mais a ne nessa descoberta? A constatação da
perversidade da filha, mais do que saber que a menina mentia.
b) O que a decisão da mãe
representou para a narradora? Representou a libertação,
pois ela pôde deixar de se submeter aos
caprichos da outra.
07. Sobre os elementos do
conto, responda:
a) Tipo de narrador e foco
narrativo: narrador personagem. Foco narrativo em
primeira pessoa.
b) Onde acontecem os fatos
narrados? Nas ruas do Recife, na frente da casa da
filha do dono de livraria e na casa da narradora.
c) Tipo de discurso: discurso indireto livre.
d) Variedade linguística
empregada: a
norma padrão formal
e) Protagonista: a narradora
f) Antagonista: a filha do dono de livraria
g) Tempo verbal predominante: pretérito perfeito e
pretérito imperfeito.
08. O que gerou o conflito na
narrativa? O fato da antagonista ter um livro que a
protagonista desejava muito ler.
09. Quando ocorre o clímax da
narrativa? Quando a mãe da dona do livro entra na
história, descobre a verdadeira personalidade da filha e modificando o rumo da
narrativa.
10. Por que a narradora fingia que não sabia onde tinha guardado o livro e depois “achava-o”? Porque isso aumentava o prazer dela de se ver com o livro nas mãos.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
CARTAS E A INTERTEXTUALIDADE.
Os textos abaixo foram cartas escritas por dois soldados
da fé cristã e trazem uma mensagem magnífica para todos os homens.
2 E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e näo tivesse amor, nada seria.
3 E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e näo tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
4 O amor é sofredor, é benigno; o amor näo é invejoso; o amor näo trata com leviandade, näo se ensoberbece.
5 Näo se porta com indecência, näo busca os seus interesses, näo se irrita, näo suspeita mal;
6 Näo folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
7 Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8 O amor nunca falha; mas havendo profecias, seräo aniquiladas; havendo línguas, cessaräo; havendo ciência, desaparecerá;
9 Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;
10 Mas, quando vier o que é perfeito, entäo o que o é em parte será aniquilado.
11 Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
12 Porque agora vemos por espelho em enigma, mas entäo veremos face a face; agora conheço em parte, mas entäo conhecerei como também sou conhecido.
13 Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor
Se eu aprender inglês, espanhol, alemão e chinês e dezenas de outros idiomas, mas não souber me comunicar como pessoa, de nada valem as minhas palavras.
Se eu concluir um curso superior, andar de anel no dedo, frequentar cursos e mais cursos de atualização, mas viver distante dos problemas do povo, minha cultura não passa de inútil erudição.
Se eu morar no Nordeste, mas desconhecer os problemas e sofrimentos de minha região e fugir para as férias no Sul, até na América ou Europa, e nada fizer pela promoção do homem, não sou cristão.
Se eu possuísse a melhor casa de minha rua, a roupa mais avançada do momento e o sapato da moda, e não me lembrasse de que sou responsável por aqueles que moram na minha cidade e andam de pés no chão, e se cobrem com molambos, sou apenas um manequim colorido.
Se eu passar os fins de semana em festas e programas, sem ver a fome, o desemprego, o analfabetismo e a doença, sem escutar o grito abafado do povo que se arrasta à margem da história, não sirvo para nada.
O cristão não foge dos desafios de sua época. Não fica de braços cruzados, de boca fechada, de cabeça vazia; não tolera as injustiças nem as desigualdades gritantes de nosso mundo; luta pela verdade e pela justiça, com as armas do amor.
O cristão não desanima nem se desespera diante das derrotas e dificuldades, porque sabe que a única coisa que vai sobrar de tudo isso é o AMOR.
Carta do apóstolo Paulo aos Coríntios.
1 Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e näo tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.2 E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e näo tivesse amor, nada seria.
3 E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e näo tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
4 O amor é sofredor, é benigno; o amor näo é invejoso; o amor näo trata com leviandade, näo se ensoberbece.
5 Näo se porta com indecência, näo busca os seus interesses, näo se irrita, näo suspeita mal;
6 Näo folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
7 Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8 O amor nunca falha; mas havendo profecias, seräo aniquiladas; havendo línguas, cessaräo; havendo ciência, desaparecerá;
9 Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;
10 Mas, quando vier o que é perfeito, entäo o que o é em parte será aniquilado.
11 Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
12 Porque agora vemos por espelho em enigma, mas entäo veremos face a face; agora conheço em parte, mas entäo conhecerei como também sou conhecido.
13 Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor
Carta de Dom Hélder Câmara, publicada na revista Ir ao povo, n° 661.
Se eu aprender inglês, espanhol, alemão e chinês e dezenas de outros idiomas, mas não souber me comunicar como pessoa, de nada valem as minhas palavras.
Se eu concluir um curso superior, andar de anel no dedo, frequentar cursos e mais cursos de atualização, mas viver distante dos problemas do povo, minha cultura não passa de inútil erudição.
Se eu morar no Nordeste, mas desconhecer os problemas e sofrimentos de minha região e fugir para as férias no Sul, até na América ou Europa, e nada fizer pela promoção do homem, não sou cristão.
Se eu possuísse a melhor casa de minha rua, a roupa mais avançada do momento e o sapato da moda, e não me lembrasse de que sou responsável por aqueles que moram na minha cidade e andam de pés no chão, e se cobrem com molambos, sou apenas um manequim colorido.
Se eu passar os fins de semana em festas e programas, sem ver a fome, o desemprego, o analfabetismo e a doença, sem escutar o grito abafado do povo que se arrasta à margem da história, não sirvo para nada.
O cristão não foge dos desafios de sua época. Não fica de braços cruzados, de boca fechada, de cabeça vazia; não tolera as injustiças nem as desigualdades gritantes de nosso mundo; luta pela verdade e pela justiça, com as armas do amor.
O cristão não desanima nem se desespera diante das derrotas e dificuldades, porque sabe que a única coisa que vai sobrar de tudo isso é o AMOR.
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
Artigo de opinão
ARTIGO DE OPINIÃO
Não seja professor
"Se
você tiver a péssima ideia de se manifestar contra o descalabro e a
precarização, caso você more no Paraná, o governo o tratará à base de bomba de
gás lacrimogêneo, cachorro e bala de borracha. Em outros Estados, a pura e
simples indiferença. Imagens correrão o mundo, a Anistia Internacional
irá emitir notas condenando, mas as principais revistas semanárias do país não
darão nada a respeito nem do fato nem de sua situação. Para elas e para a
"opinião pública" que elas parecem representar, você não
existe", escreve Vladimir Safatle, professor de Filosofia, em artigo
publicado no jornal Folha de S. Paulo, 05-05-2015.
Eis o
artigo.
Quem
escreve este artigo é alguém que é professor universitário há quase 20 anos e
que gostaria de estar neste momento escrevendo o contrário do que se vê
obrigado agora a dizer. Pois, diante das circunstâncias, gostaria de aproveitar
o espaço para escrever diretamente a meus alunos e pedir a eles que não sejam
professores, não cometam esse equívoco. Esta "pátria educadora" não
merece ter professores.
Um
professor, principalmente aquele que se dedicou ao ensino fundamental e médio,
será cotidianamente desprezado. Seu salário será, em média, 51% do salário
médio daqueles que terão a mesma formação. Em um estudo publicado há meses pela
OCDE, o salário do professor brasileiro aparece em penúltimo lugar em
uma lista de 35 países, atrás da Turquia, do Chile e do México,
entre tantos outros.
Mesmo
assim, você ouvirá que ser professor é uma vocação, que seu salário não é assim
tão ruim e outras amenidades do gênero. Suas salas de aula terão, em média, 32
alunos, enquanto no Chile são 27 e Portugal, 8. Sua escola provavelmente não
terá biblioteca, como é o caso de 72% das escolas públicas brasileiras.
Se você
tiver a péssima ideia de se manifestar contra o descalabro e a precarização,
caso você more no Paraná, o governo o tratará à base de bomba de gás
lacrimogêneo, cachorro e bala de borracha. Em outros Estados, a pura e simples
indiferença. Imagens correrão o mundo, a Anistia Internacional irá
emitir notas condenando, mas as principais revistas semanárias do país não
darão nada a respeito nem do fato nem de sua situação. Para elas e para a
"opinião pública" que elas parecem representar, você não existe.
Mais
importante para elas não é sua situação, base para os resultados medíocres da
educação nacional, mas alguma diatribe canina contra o governo ou os
emocionantes embates entre os presidentes da Câmara e do Senado a fim de saber
quem espolia mais um Executivo nas cordas.
No
entanto, depois de voltar para casa sangrando por ter levado uma bala de
borracha da nossa simpática PM, você poderá ter o prazer de ligar a televisão e
ouvir alguma celebridade deplorando o fato de o país "ter pouca
educação" ou algum candidato a governador dizer que educação será sempre a
prioridade das prioridades.
Diante de
tamanho cinismo, você não terá nada a fazer a não ser alimentar uma
incompreensão profunda por ter sido professor, em vez de ter aberto um
restaurante. Por isso o melhor a fazer é recusar-se a ser professor de ensino
médio e fundamental. Assim, acordaremos um dia em um país que não poderá mais
mentir para si mesmo, pois as escolas estarão fechadas pela recusa de nossos
jovens a serem humilhados como professores e a perpetuarem a farsa.
&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&
Por Everaldo Batista da Costa*
Na manhã de 5 de maio de 2015, um artigo publicado no caderno Opinião da Folha de S. Paulo deixou-me perplexo. O professor e filósofo Vladimir Safatle – da Universidade de São Paulo – emitiu, de forma clara e direta, alguns breves apontamentos para que seus alunos não sejam professores neste país. Ao ler seu texto, me vi na obrigação, enquanto professor e geógrafo formador de outros professores-cidadãos, de fazer alguns contrapontos diretos a suas ideias. Faço isso de forma respeitosa à opinião do aludido docente; a ideia aqui é a de uma franca reflexão conjunta ou de deixar outro viés para o pensamento coletivo.
No contexto do atual descalabro de conflito e agressão do estado do Paraná para com seus docentes, Safatle diz que “diante das circunstâncias, gostaria de aproveitar o espaço para escrever diretamente a meus alunos e pedir a eles que não sejam professores, não cometam esse equívoco. Esta ‘pátria educadora’ não merece ter professores”. Pois bem, defendo que os alunos de Safatle – que se formarão em Filosofia e professores pela prestigiosa USP -, bem como meus alunos, que se formarão geógrafos e também professores pela Universidade de Brasília, assumam a docência nas escolas, sim!
Uma nação democrática ou um bairro digno não se fazem sem conhecimentos da realidade. Não estaríamos em nossas universidades a contribuir na formação de professores-cidadãos se não fosse pelos mestres que tivemos desde a pré-escola e, certamente, não lecionaríamos nestas importantes instituições de ensino superior do Brasil não fosse o empenho e a qualidade desses mestres ou o esforço financeiro de cada contribuinte brasileiro em nos manter docentes, da forma que nos mantém e continuamos [alguns preferem ser tratados por pesquisadores, a ideia de professor parece aos mesmos minimizar o status do ofício]. A devolutiva deve ser dada nas escolas, aos filhos desses contribuintes – é nosso dever moral e ético, mas não a qualquer preço, certamente.
Safatle escreve que “um professor, principalmente aquele que se dedicou ao ensino fundamental e médio, será cotidianamente desprezado. Seu salário será, em média, 51% do salário médio daqueles que terão a mesma formação”. O professor e filósofo com quem dialogo cordialmente está correto no que afirma. Contudo, cabe ao próprio professor [a quem respondo, a mim e a todos os que lerem este artigo – ou não lerem] não desestimular, mas, ao contrário, apontar algum caminho para a mudança do quadro atual de ensino no Brasil, que realmente é trágico.
Logo, afirmo que é o momento para uma efetiva prática de mobilização nacional dos professores em todos os níveis, em pressão aos governos de estados e à União, para a melhoria de um quadro que não se restringe ao salarial, mas que atinge a dignidade física e psicológica dos docentes, que encaram uma sociedade calamitosa face a face, de violência material e simbólica no cotidiano escolar. Desestimular um futuro professor é remar contra a ideia da construção de um país menos desigual e potencializar os problemas já existentes. Uma boa saída seria o fechamento dos cursos de licenciatura ou uma mobilização nacional consciente e articulada em prol de um ensino mais digno, em todos os níveis, a envolver professores, pais e alunos?
No contexto da indiferença com a qual são tratados nossos professores no país, Safatle considera que “depois de voltar para casa sangrando por ter levado uma bala de borracha da nossa simpática PM, você poderá ter o prazer de ligar a televisão e ouvir alguma celebridade deplorando o fato de o país ‘ter pouca educação’ ou algum candidato a governador dizer que educação será sempre a prioridade das prioridades”. Também não se equivoca Safatle. Entretanto, esses fatos não justificam desencorajar os egressos de nossas universidades à docência.
O cenário da educação no país mudou, em certo grau, nas últimas décadas [notadamente, na última]; há dados sobre tais mudanças, que se fazem de maneira extremamente pontuais e ainda insuficientes, sobretudo quando vislumbramos o país em sua totalidade. Por mais que os noticiários denunciem, diariamente, a precariedade do ensino nas regiões mais pobres e a violência com a qual a educação é tratada no país, os incontáveis problemas ainda persistentes devem servir de estímulo para pensarmos no valor educativo, uma nova escola para um novo professor mais propositivo, mais otimista e mais engajado na formação de nossas crianças, para um real país “pátria educadora”.
Porém, a ação ou a mobilização coletiva se faz mais que urgente, para a alteração do quadro geral que criticamos, o qual reflete o descaso efetivo com a educação brasileira em todos os níveis, especialmente no fundamental e no médio. O professor universitário em geral não deve afugentar ou apartar as escolas ou os professores das escolas; seu papel é aproximar dos mesmos, potencializar o debate e as ações pela mudança educacional no país, trazer os professores e as escolas à universidade, sair de seu gabinete favorável à manutenção de bolsas individuais de pesquisas que o faz imóvel ou letárgico diante dos problemas concretos de nosso país.
Por fim, assegura Safatle que “diante de tamanho cinismo, você não terá nada a fazer a não ser alimentar uma incompreensão profunda por ter sido professor, em vez de ter aberto um restaurante. Por isso o melhor a fazer é recusar-se a ser professor de ensino médio e fundamental. Assim, acordaremos um dia em um país que não poderá mais mentir para si mesmo, pois as escolas estarão fechadas pela recusa de nossos jovens a serem humilhados como professores e a perpetuarem a farsa”. Como sugerir a abertura de um restaurante ao invés de ser professor, após a finalização de um curso superior bancado por indivíduos adultos que sonham em ter seus filhos em boas escolas? A saída para nossa educação é indicar a recusa a ser professor do ensino médio e fundamental? Sugere-se ser professor no ensino superior apenas, cuja realidade fora dos grandes centros não se diferencia das piores escolas nacionais? Como será acordar em um país sem escolas? Na verdade, dormiremos em sono profundo, com poucos clientes para muitos restaurantes.
Penso que seja dever do professor de nossas universidades públicas estimular os jovens futuros docentes a assumirem o lugar de uma crítica propositiva, de uma crítica emancipatória para a ação em prol de uma real “pátria educadora”, na qual o ensino-aprendizagem se faça prioridade na vida de cada indivíduo. A ação em massa, junto aos sindicados dos professores, pais e alunos, com a tomada dos espaços públicos de nossas cidades, faz-se urgente. Não há um único professor universitário, advogado, médico, engenheiro, geógrafo ou historiador que não tenham passado por algum engajado professor do pré-escolar, do ensino fundamental ou médio. O momento não é de desencorajamento, mas de estímulo à mudança prática e ao embate de diálogo aberto com aqueles que deveriam nos representar. Não há armamento que segure a coletividade [no caso, toda a classe de professores – sem elitismo] realmente unida e consciente de seus direitos e deveres. Nossas crianças, os adultos do futuro, merecem e precisam desse empenho atual.
Por um lado, a sociedade espera empenho dos estudantes dos cursos de licenciatura e de bacharelado lotados nas universidades públicas brasileiras, após anos de tributação e de investimento. Por outro, o Estado Absoluto parece esperar que a massa se revolte, mais tantas vezes forem necessárias, para respostas a demandas reais e urgentes nas instituições de ensino. Sejamos todos professores engajados na busca de outra educação, para um novo país. O mundo em metamorfose se faz pela sociedade em trânsitos ininterruptos. O estímulo deve continuar a ser dado, pelas bases do ensino. Sejamos professores, neste país, pelo entendimento dessa metamorfose.
* Everaldo Batista da Costa é professor do Departamento de Geografia da Universidade de Brasília (UnB)
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
Questões sobre a obra O CORTIÇO
EREM
Dr. Jaime Monteiro
Gameleira,
______ de ________________________ de
2015
Aluno(a):_________________________________________________N
º____ Ano: 9º A
Professora:
Márcia Oliveira da Silva
AVALIAÇÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA - III
BIMESTRE
Sobre
a obra O Cortiço, responda
Questão 01 - Quem é o autor do
livro O Cortiço?
A) Machado de Assis.
B) Aluísio Azevedo.
C) Carlos
Drummond de Andrade.
D) Luís
Fernando Veríssimo.
Questão 02 – Em que cidade a
história se passa?
A) Na Bahia, século XIX.
B) Em São Paulo,
século XIX.
C) No Rio de Janeiro
, século XIX.
D) Em
Recife, século XIX.
Questão 03- Ao ler a obra O Cortiço, compreende-se que
I - João Romão, homem trabalhador e preocupado com
o bem-estar dos menos favorecidos , construí habitações coletivas e de aluguel
barato para abrigar pessoas pobres.
II - A pobreza na cidade, a ascensão social e a
cultura popular são os temas abordados.
III - O Cortiço representa,
o que seria mais tarde, as favelas brasileiras.
IV - Miranda é o sujeito trabalhador, que se priva
de conforto para realizar o sonho de ascensão social.
V – Bertoleza nunca deixou de ser escrava. Passou a vida
sendo explorada por seus donos e “amantes”.
Está correto o que se
afirma em:
A) I e
III apenas.
B) I, III e
IV, apenas.
C) II, III e V,
apenas.
D) V, apenas.
Questão 04 - Quanto ao narrador,
pode-se afirmar que é:
A) narrador personagem testemunha.
B) narrador
personagem protagonista.
C) eu lírico .
D) narrador observador onisciente.
Questão 05 - No trecho “Estalagem
de São Romão. Alugam-se casinhas e bacias para lavadeiras.” Qual
é a voz do verbo alugar?
A) ativa. B) passiva analítica. C) passiva sintética. D) reflexiva.
Questão 06 – Depois da primeira confusão dentro do
cortiço - quando Jerônimo quase perde a
vida – João Romão e alguns moradores foram chamados à delegacia para prestar
depoimento. Chegando lá...
A) acusaram Firmo pelo assassinato de
Jerônimo.
B) denunciaram Paula por ter causado o
incêndio no cortiço.
C) os moradores revoltados denunciaram os
rivais Firmo e Jerônimo.
D) o espírito de
solidariedade falou mais alto, e ninguém foi denunciado.
Questão 07 - Relacione as
colunas de acordo com as características de cada personagem do romance.
( 6 ) Trabalhador da pedreira e
morador do cortiço.
( 5 ) Escrava que tornou-se
amante do dono do cortiço.
( 2 ) Dono do cortiço. Desonesto
e ambicioso; deseja torna-se tão rico quanto Miranda.
( 1 ) Comerciante português e
principal opositor de João Romão.
( 3 ) Mulata alegre, bonita e
muito sensual.
( 4 ) Por ciúmes da namorada,
fere gravemente Jerônimo.
|
(1)
Miranda
(2) João Romão
(3) Rita Baiana
(4) Firmo
(5) Bertoleza
(6) Jerônimo
Questão 08 - O fato que motiva as
desavenças entre Firmo e Jerônimo é
A) Firmo assediar constantemente a esposa
de Jerônimo.
B) A briga entre os moradores dos dois
cortiços.
C) Firmo tratar Rita Baiana como uma escrava.
D) Rita Baiana corresponder aos assédios de Jerônimo.
Questão 09 - Dos segmentos abaixo, extraídos de O Cortiço, marque o que não é exemplo de zoomorfismo:
B) Leandra...a Machona, portuguesa feroz, gritona, peluda e forte, anca de animal do campo.
C) Firmo, o atual amante de Rita Baiana, era um mulato pachola, delgado de corpo ágil como um cabrito...
D) E
naquela terra encharcada e fumegante, naquela umidade quente e lodosa começou a
minhocar,... e multiplicar-se como larvas no esterco.
Questão 10 – A guerra entre os moradores dos dois cortiços ocorreu por causa:
A) dos
Cabeça-de-Gato”, que astearem uma
bandeira amarela no pátio.
B) do
assassinato de Firmo numa emboscada de
Jerõnimo e seus amigos.
C) de João
Romão , que entregou Firmo à polícia.
D) de Miranda , que prometeu uma gorda recompensa para quem destruísse o
“São Romão.”
Questão 11 - O lesbiasnismo, pela
primeira vez retratado na Literatura Brasileira, acontece entre.
A)
João Romão e Bertoleza
B)Léonie e Pombinha
C) Piedade e Firmo
D) Rita Baiana e
Estela
Questão
12
Piedade chegou perto do marido . Ele notou o cheiro de azedo que ela
tinha. Voltou a passar mal e fechou a cara.
_ Que tu sentes, Jerônimo?... Fala, homem !
_ Não faça o chá. Vou tomar outra coisa...
_ Não quer o chá? Mas é remédio!
_ Já te disse que vou tomar outro remédio.
|
Nesse texto, o elemento
da narrativa em evidência é o
A) cenário. B) discurso direto. C) enredo. D) discurso indireto.
Questão 13 – No trecho “ Leandra, a ‘Machona’ (...) tinha duas filhas
e um filho. (...) Ninguém sabia ao certo se ela era viúva ou desquitada; os
filhos não eram parecidos.”, fica subentendido que
A) Leandra não era uma mulher descente e
respeitável.
B) Leandra criava os filhos de uma amiga.
C) Leandra escondia seu passado.
D) Leandra manteve um
caso amoroso com João Romão.
Questão 14 – Após ouvir uma conversa entre Botelho e João Romão sobre
seu futuro, Bertoleza mostra-se (pág. 48)
A) valorizada. B) agradecida. C) emocionada . D) indignada.
Questão 15 – A ‘amizade’ entre Miranda e João Romão, e o desejo do
primeiro em casar sua filha Zulmirinha com o dono do cortiço tem como causa:
A) a admiração que um sentia pelo outro.
B) a paixão que a filha sentia pelo
comerciante.
C) a ambição e a ganância de ambos.
D) os trabalhos
sociais realizados por João Romão.
Questão 16 – No trecho “ _ Mas isso é um disparate! ... Você não sabe o seu lugar?...” , a palavra destacada significa
A) insensatez. B) problema. C) confusão. D) ingratidão.
Questão 17 – Quanto ao gênero, O Cortiço é um exemplo de
A) romance urbano B) conto C) relato D)crônica.
Questão 18 – No trecho “ O barulho crescia; o zunzum de todos os dias... O zunzum chegava ao máximo”, a palavra
destacada é uma
A) metáfora. B) comparação C) onomatopeia. D) ironia.
Questão 19 – Apesar de estar
noiva, a mãe de Pombinha não queria que ela casasse porque...
A) ela não tinha 18 anos.
B) não gostava do
noivo da filha.
C) ela não havia menstruada ainda.
D) desejava
que a filha seguisse uma vida religiosa
Questão 20 – No trecho “ Estava
quase na hora do serviço, mas
Jerônimo resolveu não dormir, porque
valia a pena esperar de pé.”, as
palavras destacadas estabelecem relação de
A) opção / conclusão.
B) oposição / explicação.
C) adição / oposição.
D) adição / adição.
Assinar:
Postagens (Atom)