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sábado, 23 de fevereiro de 2013

Linguagem - Socialização e Interação - 1º E.M



LINGUAGEM  -   SOCIALIZAÇÃO E INTERAÇÃO
        A vida social do ser humano se constitui a partir da sua capacidade de interagir com seus semelhantes por meio da linguagem. Esta, por sua vez, se manifesta como um contínuo diálogo, no sentido mais amplo possível do termo: quando uma situação de interlocução de constrói; cada elemento da interação tem importância na constituição dos sentidos. Os interlocutores envolvidos não apenas comunicam informações uns aos outros, mas assumem seus papéis sociais um diante do outro e procuram se expressar de acordo com esses papéis sociais assumidos. Na interlocução verbal, há uma efetiva ação por meio da linguagem: alguém utiliza estrategicamente palavras para alcançar determinados fins -  para persuadir, informar, desabafar, expor, fazer agir, fazer comprar e muitas outras coisas.
                INFANTE, Ulisses. Textos: Leituras e Escritas. 2. Ed. São Paulo: Scipione,2008.p.11. 

CONCEITOS BÁSICOS
Língua
          Língua é um elemento importante na construção da cultura e identidade de um povo. É um sistema de signos linguísticos convencionais usado pelos membros de uma mesma comunidade. Em outras palavras: um grupo social convenciona e utiliza um conjunto de elementos linguísticos representativos.
Linguagem é um processo comunicativo pelo qual as pessoas interagem entre si. Pode ser denominada de linguagem verbal (falada ou escrita), linguagem não verbal ( como a música, a dança, a mímica, a pintura, a fotografia, a escultura, etc., linguagem mista (as histórias em quadrinhos, o cinema, os programas de TV) e a linguagem digital.
Signos Linguísticos
          Os Signos Linguísticos são elementos de significação nos quais se baseiam as línguas. Possuem dois componentes: uma parte material, concreta (o som ou as letras), que denominamos significante; outra abstrata, conceitual (a ideia), que denominamos significado.

Interlocutores são as pessoas que participam do processo de interação por meio da linguagem.
Código é um conjunto de sinais convencionados socialmente para a construção e a transmissão de mensagens.
VARIAÇÕES DA LINGUAGEM
        Como podemos observar, a língua é dinâmica, está sempre se modificando. Algumas palavras são abandonadas e substituídas por outras, que são incorporadas à língua. Há também palavras que mudam de significado de acordo com a sua utilização.
        A língua sofre, ainda, de acordo com as condições sociais, culturais, regionais e históricas em que é utilizada, outros tipos de alterações, que dão origem a diferentes variações da linguagem.

§  Variação geográfica, regional ou dialetal – maneira própria de falar de determinada região.

§  Variação popular ou social – tem uma gramática própria. A concordância, por exemplo, é estabelecida de acordo com regras diferentes das que estabelecem a concordância da norma culta. Temos, por exemplo, “as bala” e não “as balas”. O espaço urbano e o rural apontam uma outra dimensão importante para a compreensão dos fenômenos associados à variação linguística.

§  Variação histórica – imposta pelos acontecimentos e mudanças comportamentais da sociedade ao longo dos tempos, sofre variações constantes. As palavras sofrem alterações na grafia ou mudam de sentido.
NÍVEIS DE LINGUAGEM

        A linguagem culta obedece radicalmente à norma culta, à gramática normativa. É preconizada pela escola, e apresenta maior prestígio social.

        A linguagem coloquial é usada nas relações informais, na vida cotidiana, sem a preocupação de obedecer à norma culta. São comuns, nesse tipo de linguagem, o uso de gírias e de expressões populares.
A LÍNGUA MUDA CONFORME SITUAÇÃO

        A gíria é uma das variedades que uma língua pode apresentar. Quase sempre é criada por um grupo social, como os dos fãs de rap, de funk, de heavy metal,  etc. Quando restrita a uma profissão, a gíria passa a ser chamada de jargão. É o caso dos jornalistas, dos médicos, dos policiais e de outras profissões.
        Imagine que você foi a um hospital e ouviu um médico conversando com outro. A certa altura, um deles disse:
"Em relação à dona Fabiana, o prognóstico é favorável no caso de pronta-suspensão do remédio."
        É provável que você tenha levado algum tempo até entender o que o médico falou. Isso porque ele utilizou, com seu colega de trabalho, termos com os quais os dois estão acostumados. Com a paciente, o médico deveria falar de uma maneira mais simples. Assim:
"Bem, dona Fabiana, a senhora pode parar de tomar o remédio, sem problemas"

GÍRIAS CURIOSAS
Gírias de Minas Gerais
Calumbim: uma mata formada por espinheiros.
Franga: quando há uma recusa para uma dança ou um namoro.
Miçangueiro: nome dado à pessoa que leva até o mercado consumidor produtos cultivados em sua própria lavoura ou horta.
Quiabar: ação de desfazer um negócio já feito.

Gírias de São Paulo
Arranchar: fixar moradia ou acampar em algum lugar.
Assuntar: perguntar ou inquirir sobre alguma coisa a alguém.
Cafundó: um lugar distante ou muito ermo.
Chupim: expressão que designa um parasita.
Varar: ato de atravessar ou romper. Um exemplo de emprego dessa gíria é a frase: “varei a noite estudando para a prova”, cujo sentido remete a passar a noite sem dormir.


Gírias do Rio de Janeiro
Micreiro:  Indivíduo que trabalha ou sabe consertar e mexer com microcomputadores.
Bater uma xepa: Ato de almoçar.
Tô à pampa: Estou legal.
Esparro: Uma coisa exagerada.
Ficou pequeno: Remete a ficar mal falado.

Gírias do Ceará
Estribado: muito rico.
Môco:  surdo.
Miolo de pote: Isso é besteira.
Peço penico: Eu desisto

Gírias da Bahia
Acompanhar farrancho: envolver-se em complicações.
Azuretado: indivíduo que está confuso.
Borocotó: local repleto de buracos.
Maroto: beliscão dado com o nó dos dedos.
Xebé: de pouco valor.
 

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