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quinta-feira, 25 de abril de 2013

FILOSOFAR É DUVIDAR


“Filosofar é duvidar.” (Michel de Montaigne)

A Filosofia se debruça sobre a necessidade humana de compreender melhor a vida, meditar a própria vida para melhor poder viver. A atitude filosófica nos mergulha num mundo espetacular, terrível e fantástico ao mesmo tempo: a busca da sabedoria e da verdade. O pensar filosófico emerge naturalmente das circunstâncias humanas. Podemos afirmar que existe pensar filosófico desde que existe a humanidade: o Homem pela sua natural predisposição para o saber, sempre se questionou acerca de si próprio, dos outros e de tudo aquilo que o rodeia e cuja solução, ou resposta se apercebe que não se pode encontrar na experimentação, que dizer, tocando, cheirando ou simplesmente observando-as. Essa área maravilhosa é um modo de pensar, é uma postura diante do mundo. A filosofia não é um conjunto de conhecimentos prontos, um sistema acabado, fechado em si mesmo. Ela é, antes de qualquer coisa, uma prática de vida que procura pensar os acontecimentos além de sua pura aparência.
Mas pensar sobre um problema filosófico não é propor uma resposta e dizer que ela é a única que pode ser verdadeira, devendo-se antes ACEITAR A CRÍTICA e outra possível justificação ao mesmo problema com vista ao seu melhoramento.
A Filosofia tem, de início, um caráter negativo, na medida em que começa colocando em questão tudo o que sabemos (ou que pensávamos saber). Por outro lado, tem também um caráter positivo que se revela na possibilidade de transformar os valores e as ideias predominantes que, a partir do momento em que são questionados, podem ser modificados. O lado positivo da postura crítica da Filosofia consiste na possibilidade de construir novos valores e idéias. Mas não resta dúvida de que essas novas formas de pensar, num segundo momento, serão também colocadas em dúvida e questionadas.
Compreendida como pensamento crítico, a Filosofia é uma atividade constante, um caminho a ser percorrido, constituído, sobretudo por perguntas que são mais essenciais do que as suas possíveis respostas. Por sua própria natureza, a filosofia transforma cada resposta em uma nova pergunta, na medida em que o seu papel é questionar e investigar tudo o que é pressuposto ou simplesmente dado.

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